segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Reunião do Comitê MVJ do Ceará com o GT da Repressão aos Trabalhadores da CNV

            No dia 27 de setembro o Comitê reuniu-se com o companheiro Sebastião Neto, do GT da Repressão aos Trabalhadores e aos Sindicatos da Comissão Nacional da Verdade, sendo representado pelos companheiros Sílvio Mota, José Machado Bezerra e Valter Pinheiro.
            Estiveram presentes várias entidades de trabalhadores, representando os trabalhadores rurais, os sapateiros, os caminhoneiros, os gráficos, os comerciários e o movimento dos  sem teto, apesar da exiguidade do tempo da convocação.
             Foram explicitados os 11 pontos que norteiam o trabalho do GT, distribuídos questionários específicos, e firmou-se um entendimento de prosseguir com os trabalhos do GT no Ceará através do Comitê, em parceria com as entidades populares e sindicais.
            A próxima reunião do Comitê estará principalmente dedicada à operacionalização desse trabalho, tendo sido para ela convocadas as entidades  presentes.


A morte de um herói discreto

Em fevereiro de 1958, graças ao livro La Question, de Henri Alleg, a França descobriu que seu Exército torturava na Argélia, como os nazistas da Gestapo tinham torturado os resistentes franceses. Imediatamente, o jornalista comunista nascido em Londres sob o nome de Harry Salem, filho de judeus russo-poloneses, se transformou num ícone da luta anticolonial, em plena guerra da Argélia.

Antes, alguns intelectuais haviam escrito artigos na imprensa mas naquele livro, um homem torturado dava seu testemunho. O diretor do jornal Alger Républicain – militante da luta anticolonialista, sequestrado e preso no ano anterior – confirmava as suspeitas num relato que se transformou imediatamente num best-seller. A partir da segunda edição, o livro passou a ter um posfácio de Jean-Paul Sartre, no qual o filósofo dizia: “Henri Alleg pagou o mais elevado preço para ter o direito de continuar um homem”.
Dia 17 deste calorento mês de julho, Henri Alleg faleceu em Paris, aos 91 anos, vítima de um AVC. Os principais jornais franceses noticiaram sua morte com espaço dedicado somente aos grandes personagens. O Le Monde deu uma página inteira, Libération, duas, e o comunista L’Humanité, do qual Alleg foi diretor, deu a notícia na capa, ressaltando os combates do jornalista e escritor contra o colonialismo, a opressão e todo tipo de racismo.
O presidente François Hollande louvou “o anticolonialista ardente cujo livro alertou o país sobre a realidade da tortura na Argélia”.
O secretário nacional do Partido Comunista Francês, Pierre Laurent, escreveu que o nome de Henri Alleg “permanecerá para sempre sinônimo de verdade, de coragem, de justiça”.
O diretor do jornal L’Humanité, Patric Le Hyaric, escreveu :
“A melhor homenagem que o Estado francês poderia fazer a Henri Alleg seria, enfim, reconhecer oficialmente a tortura na Argélia, assim como os crimes de guerra.”
Outra articulista, Rosa Moussaoui ressaltou que Alleg combateu “até o fim, sem cessar, a direita francesa sempre disposta a exaltar os ‘aspectos positivos’ da colonização”. Ela se referia ao longo debate durante o governo de Nicolas Sarkozy que, tentando reabilitar o período colonial, se pôs a apontar “aspectos positivos” na colonização francesa.
O livro
Quando foi proibido na França, três meses depois de ser lançado, o livro La Question já era um best-seller, com 65 mil exemplares vendidos. O governo do general Charles De Gaulle, tendo o escritor André Malraux como ministro da Cultura, não sabia ainda como iria acabar a guerra que, aliás, não era chamada de guerra pela França, mas “les événements d’Algérie” (os acontecimentos da Argélia). A expressão guerra da Argélia só foi imposta pelos historiadores muito depois da independência da antiga colônia.
A partir da proibição, o livro passou a ser impresso na Suíça e depois saiu em diversos países. Na França, o texto de Alleg passou a ser distribuído clandestinamente por uma rede de militantes católicos, socialistas e comunistas. Antes do livro, a revista católica Esprit havia denunciado a tortura na Argélia, mas Alleg veio trazer à opinião pública um texto-testemunho de grande qualidade literária. Nele não há psicologia ou julgamento moral – o texto é límpido, seco e objetivo.
O relato de Alleg tinha deixado a prisão em folhas soltas, levadas por seu advogado, burlando o controle dos torturadores. La question foi editado por Jérôme Lindon nas Editions de Minuit, num clima de debate passional entre os anti e os pró-colonização. O livro despertou a consciência de toda uma geração que descobriu horrorizada a tortura exercida pelos paraquedistas franceses em nome do combate à “subversão” da Frente de Libertação Nacional, que lutava pela independência da Argélia.
Em 1960, Alleg foi condenado a 10 anos de trabalhos forçados. No ano seguinte, fugiu da prisão indo se refugiar num país do Leste europeu. Escreveu diversos livros e dedicou toda sua vida ao jornalismo, à causa comunista e ao combate anticolonialista.
A notícia da morte de um herói discreto me transportou ao mês de dezembro de 2011, quando fui à sua casa na banlieue parisiense para uma entrevista em torno do seu livro e de sua experiência de resistente à guerra colonial na Argélia. Ele será um personagem do livro que estou escrevendo sobre como os militares franceses na Argélia exportaram técnicas de tortura e de controle das populações civis através do general Paul Aussaresses, que viveu no Brasil por quase três anos como adido militar da França.
Apesar da idade avançada, Alleg tinha a memória intacta e a inteligência preservada pelo tempo. E ao contar sua prisão, tortura e engajamento, seus olhos brilhavam cheios de vida e de generosidade

VISITA NA ESCOLA JOÃO MATOS - MONTESE

O CMVJ-CE participou de debate e conscientização na Escola de Ensino Fundamento e Médio João Matos, no Montese. Cerca de 40 jovens do Ensino Fundamental que participavam da Semana Cultural da Escola participaram de apresentação do Comitê quando foram denunciadas as torturas e outros crimes cometidos pelos militares. Os jovens, já orientados pela professora Beth, vestiam blusas que mostravam repúdio á Ditadura Militar. Walter Pinheiro, José Machado e Silvio Mota reforçaram a continuidade dessa luta nos dias de hoje.

Logo após, os alunos do 3º Ano do Ensino Médio puderam escutar a voz da luta pela Punição aos Criminosos quando foram informados os desaparecimentos, sequestros e assassinatos cometidos pelos militares e civis golpistas. O Comitê se comprometeu a retornar na Escola para apresentação de vídeos que tratam do assunto.

Além dos membros do Comitê, participaram diretores da União dos Estudantes Secundaristas da Região Metropolitana de Fortaleza (UESM) e do Movimento de Mulheres Olga Benário.

O CMVJ-CE continua ATIVO na LUTA PELA PUNIÇÃO AOS TORTURADORES E ASSASSINOS!




PREMIO NOBEL DE LA PAZ A BARACK OBAMA

REVOCAR


             Los abajo firmantes solicitamos a la organización Premio Nóbel, revocar el galardón otorgado al presidente de los Estados Unidos de Norteamérica "Barack Obama" en ocasión de reconocerlo como un hombre que podía haber procurado la paz mundial.
            Barack Obama se ha mostrado contrario a los principios elementales de la Paz y recientemente ha iniciado los procedimientos internos en su país y a través de la OTAN para atacar militarmente al pueblo de Siria por encima del derecho internacional; de la misma forma ha patrocinado y hecho participar a su país en la agresión contra Libia al tiempo que no detiene las agresiones bélicas contra Irak y Afganistán provocando muertes diariamente en las intervenciones militares que lleva su país.
            Los abajo firmantes consideramos pertinente que la organización Premio Nóbel revoque el otorgamiento de su galardón a este ciudadano que ha hecho de este premio una patente de corzo para la invasión y agresión integral a pueblos que luchan por la paz y que mantienen debates democráticos dentro de sus fronteras en la procura de la instauración de modelos propios y autóctonos, cuyos orígenes y características se deben a la formalidad de sus propias culturas.

            La paz no se resume a un premio,
            El honor de la paz no debe ser para los señores de la guerra.

Firmar aquí:

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

CHARGE DA VISITA AO DOI-CODI

Viva à LUTA PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA!

Comissão recolhe depoimentos de catarinenses presas durante a ditadura militar


  • Imprimir
  • E-mail
Audiencia Publica CEV 1
Marlene Soccas (E) falou sobre a prisão, onde permaneceu por dois anos e meio
Florianópolis, 05/09/2013 - A Comissão Estadual da Verdade (CEV), com o apoio do grupo Coletivo Memória, Verdade e Justiça, levantou na tarde desta quarta-feira (5) novos depoimentos de mulheres catarinenses presas durante os períodos em que vigorou o Estado de exceção no país. Realizado no Palácio Barriga Verde, em Florianópolis, o evento integra a semana que marca os 40 anos de desaparecimento do ex-deputado catarinense Paulo Stuart Wright.
 
Esta é a 11a edição do evento, que procura reconstituir os fatos ligados às violações dos direitos políticos e civis entre 1946 e 1988. "São muito conhecidas as prisões efetuadas após 1964 e a edição do AI5, mas as violações remontam a 18 de setembro de 1946, com a cassação do Partido Comunista e chegam até a promulgação da Constituição de 1988", destacou o coordenador da Comissão, Naldi Otávio Teixeira.
Até o momento, disse, já foram levantados 20 mil inquéritos policiais emitidos pelo Doi-Codi, dos quais foram constatadas as prisões de 15 mulheres catarinenses pela ditadura militar. As alegações para as detenções iam desde subversão até perturbação da ordem pública.
O objetivo do CEV é reunir as informações em um relatório, que posteriormente será encaminhado ao governador do Estado e à Comissão Nacional da Verdade. “Não estamos julgando ninguém e nem levantando bandeiras, mas apenas apurando os fatos, que precisam ser levados ao conhecimento da sociedade catarinense", informou o coordenador.
Audiencia Publica CEV
Audiência foi realizada no Plenarinho da Alesc, em Florianópolis
Depoimentos marcados pela emoção
Ao todo, foram registrados os depoimentos de sete catarinenses, histórias marcadas pela emoção e esperança de que fatos semelhantes não voltem a acontecer. Um dos relatos mais contundentes foi apresentado pela dentista e historiadora lagunense Marlene Soccas. Ex-integrante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), Marlene foi presa em São Paulo em maio de 1970, onde permaneceu por dois anos e meio. "Fui levada para a sede da Operação Bandeirante (Oban), centro clandestino do Exército e financiado por empresários para cassar, torturar e matar os opositores do regime e que mais tarde se transformou no Doi-Codi".
Ela relembrou os doze dias em que foi submetida pelos militares a torturas, físicas e psicológicas, para que entregasse os demais companheiros. "Já no começo mandavam tirar toda a roupa, para nos deixar em uma situação de vulnerabilidade, à qual se seguiam choques elétricos, palmatórias, pancadas e agressões físicas em aparelhos como pau-de-arara e cadeira dragão", contou.
Marlene recorda que na Oban conheceu a atual presidente Dilma Rousseff, que havia sido encarcerada no local quatro meses antes. "Não éramos coitadinhos, sabíamos perfeitamente dos riscos que corríamos, mas estávamos dispostos a pagar para que houvesse uma transformação social no país", frisou.
Um caso curioso levantado durante a audiência e que demonstra o rigor político e social vigente na época, foi relatado por Rosangela de Souza, detida em 30 de novembro de 1979, aos 23 anos, por ter "faltado com o respeito com o general Figueiredo", presidente do país na ocasião. "Eu era estudante de Direito na UFSC e com meus colegas, organizei uma manifestação pública contra o governo. Foi o suficiente para ser presa por dez dias e responder processo no Tribunal Militar em Curitiba". A detenção aconteceu no Hospital Militar, em Florianópolis, onde permaneceu incomunicável por oito dias, sendo interrogada e ameaçada continuamente.
Hoje advogada, Rosângela destacou que diversas informações referentes ao período militar ainda não são do conhecimento da sociedade. "Tivemos acesso a uma pequena parte dos arquivos, principalmente do Exército, mas ainda falta liberar os documentos da Marinha, responsável pelos piores casos de tortura e desaparecimentos. Estamos pressionando a presidente Dilma para que isso aconteça, mas ainda há uma grande pressão dos militares para que certos acontecimentos não venham a público", observou. Durante a audiência foram ouvidos ainda os relatos de Derlei Catarina de Luca, Rosimeri Cardoso, Maria Isabel Camargo Regis, Raquel Felou e Marize Lippel.
Fonte: Alexandre Back – Agência Alesc

LEVANTE PREPARA ACAMPAMENTO ESTADUAL

Levante Popular da Juventude - Ceará


Posted: 26 Sep 2013 11:55 AM PDT

Nos dias 15, 16 e 17 de novembro deste ano, ocorrerá o primeiro Acampamento Estadual Frei Tito de Alencar, organizado pelo Levante Popular da Juventude Ceará. O evento se realizará na UECE - Campus Itaperi e esse ano está com o tema "Juventude com vontade para mudar a sociedade!"Por isso, o Levante realizou a gravação de uma vídeo-chamada para convidar a juventude do nosso estado a se fazer presente no evento.

Veja o resultado a seguir: