sexta-feira, 27 de setembro de 2013

LEVANTE PREPARA ACAMPAMENTO ESTADUAL

Levante Popular da Juventude - Ceará


Posted: 26 Sep 2013 11:55 AM PDT

Nos dias 15, 16 e 17 de novembro deste ano, ocorrerá o primeiro Acampamento Estadual Frei Tito de Alencar, organizado pelo Levante Popular da Juventude Ceará. O evento se realizará na UECE - Campus Itaperi e esse ano está com o tema "Juventude com vontade para mudar a sociedade!"Por isso, o Levante realizou a gravação de uma vídeo-chamada para convidar a juventude do nosso estado a se fazer presente no evento.

Veja o resultado a seguir:

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

VISITA AO DOI-CODI - VAMOS À LUTA!

Galeria





RJ: Randolfe diz que foi agredido por Bolsonaro na visita ao Doi-Codi

Marcus Vinicius Pinto

O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) diz que foi agredido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) na manhã desta segunda-feira durante a visita ao Destacamento de Operações de Informações-Centro de Defesa Interna (Doi-Codi), que funcionava em um prédio no interior do 1º Batalhão da Polícia do Exército, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Na entrada ao local, os dois discutiram e o deputado acabou desferindo um soco na barriga do senador. 
Bolsonaro é militar e defensor do Exército e alega que a ditadura salvou o País do comunismo. A visita é feita por integrantes das comissões Nacional da Verdade (CNV) e Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (CEV-RJ), além de outros parlamentares, como a deputada Luiza Erundina (PSB-SP),e do procurador da República Antônio Cabral.
Randolfe teria sido agredido por Bolsonaro


Para a Comissão da Verdade do Rio, o Doi-Codi foi o principal centro de torturas do Rio durante a ditadura militar. A visita ao prédio é o primeiro passo da proposta de transformar o local em um centro de memória, como ocorreu com o antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) deSão Paulo e com os centros de tortura na Argentina, no Uruguai e no Chile.
A visita estava marcada para a sexta-feira, mas de acordo com a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, foi suspensa por causa de veto do Exército ao nome da deputada Luiza Erundina. A nova data foi acertada em uma reunião na quarta-feira com o ministro da Defesa, Celso Amorim, e os senadores João Capiberibe (PSB-AP), Randolfe Rodrigues e Ana Rita (PT-ES).

sábado, 21 de setembro de 2013

Comissão da Verdade de SP: documentos oficiais dizem que não existiam os "porões da ditadura"

20/09/2013 - 20h08

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
São Paulo –  Com base em documentos oficiais, alguns deles compilados da Comunidade Setorial de Informações do Ministério da Marinha, e que foram apresentados na tarde de hoje (20) durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo concluiu que toda a estrutura de repressão política na ditadura militar brasileira foi planejada e obedecia a uma ordem de comando. “Não existem porões da ditadura”, concluiu Ivan Seixas, um dos coordenadores da Comissão Estadual da Verdade.
“A cadeia de comando mostra que não existia vontade própria. Se o torturador resolvesse matar, não obedecendo à cadeia de comando, ele seria punido. Pela cadeia de comando vê-se que do ditador, que era supostamente o presidente [da República], até o torturador, que estava lá na ponta, todos tinham uma sequencia de comando. Obedeciam ordens e obedeciam orientações. E quem estava embaixo prestava contas do que fez”, disse Seixas.
Segundo o coordenador da comissão, não houve situações durante a ditadura militar brasileira em que alguém pudesse ter sido preso, torturado ou morto sem conhecimento da cúpula. “Todos sabiam. Isso é um fato. Essa estrutura não foi algo que nós concluímos. É um documento da repressão no qual está escrito que todos [os órgãos] vão se reportar ao SNI [Sistema Nacional de Informações], que se reporta ao presidente da República. Então, não existe uma coisa em que, em um determinado local, fizeram algo e não comunicaram porque senão estariam subvertendo a hierarquia”, explicou Seixas.
Durante a audiência pública de hoje, que teve a presença de Rosa Cardoso, membro da Comissão Nacional da Verdade, e do vereador Gilberto Natalini, presidente da Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, Seixas apresentou um organograma da ditadura militar, estrutura que observou em um documento da Marinha, e que definiu o SNI como o órgão central da rede repressiva, ao qual todos os demais órgãos respondiam.
“A expressão porões [da ditadura] queria significar que acontecia alguma coisa em níveis subalternos e níveis inferiores que o comando, os governantes e os presidentes [da República] não tinham conhecimento e não desejavam. O que se comprova é que essa política foi planejada desde cima, desde uma cúpula, desde o SNI, com o presidente da República. É claro que houve um mínimo de autonomia na execução, como existe em relação a qualquer trabalho. As pessoas que são as executoras interpretam de uma forma ou de outra, mas havia o planejamento centralizado e hierárquico, vindo da cúpula”, disse Rosa Cardoso.
O SNI era o órgão de cúpula do Sistema Nacional de Informações (Sisni), composto por vários centros de informações que funcionavam dentro da Aeronáutica, da Marinha e do Exército e tinha um braço também no exterior, controlando a atuação dos exilados e banidos do país. Dentro de sua estrutura, o Sisni era composto também pelos centros de operações de Defesa Interna (os Codis), órgãos de planejamento e de comando da estrutura militar de repressão no país, e das divisões de Segurança e Informação (DSI), serviço secreto específico para cada área de atuação. Os DSIs, por exemplo, eram responsáveis por vigiar os funcionários públicos e cidadãos brasileiros, detectando os “possíveis inimigos do regime” e funcionavam dentro de cada ministério do regime, seja ele militar ou civil.
Dentro dos DSIs, por exemplo, estavam as assessorias de Segurança e Informação (ASIs) ou assessorias especiais de Segurança e Informação (Aesis), que eram seus braços operacionais. Essas assessorias funcionavam dentro de empresas estatais, autarquias e até mesmo universidades.
“As Aesis eram parte da estrutura de repressão. Nos ministérios existiam as DSIs, que eram a divisão de segurança e informação. Todos os ministérios tinham [as DSIs]. Nas suas instâncias inferiores - tais como empresas, autarquias e universidades - haviam as ASIs”, explicou Seixas. “A Aesi da Universidade de São Paulo [USP] era parte da cadeia do Ministério da Educação. Então, tudo se reportava ao Ministério da Educação. Os caras que faziam a vigilância, por exemplo, de estudantes que eles achavam que eram agitadores e de professores que eram cúmplices, reportavam tudo isso para o aparelho de repressão”, falou.
Para Rosa Cardoso, a Comissão Nacional da Verdade precisa promover um encontro entre as diversas comissões da verdade que foram montadas pelas universidades de todo o país. “Acho que a Comissão Nacional tem que fazer um encontro com essas comissões das universidades assim como fará, na próxima semana, um encontro com as comissões oficiais estaduais e municipais. Temos também que conversar com as comissões das universidades para que elas nos mandem documentos e informações para que possamos inclui-los no nosso relatório”, disse.
Dentro da estrutura do Sistema Nacional de Informações existia também as comunidades complementares de informações. Algumas destas comunidades complementares pertenciam a entidades privadas que foram selecionadas para colaborar com o regime no que fosse solicitado. “Havia comunidades complementares nos governos estaduais, como o Dops e a Polícia Militar, e nos municipais. Mas nas comunidades privadas tinha uma estrutura que não está determinada porque não tinham documentos oficiais”, disse Seixas.
Segundo Seixas, existia uma “ligação umbilical” entre empresas privadas e o aparato de repressão e a Comissão Estadual da Verdade, da qual ele faz parte, está tentando obter documentos que comprovem e expliquem melhor essa ligação entre o regime e as empresas.
Durante a audiência, o vereador Gilberto Natalini pediu que a Comissão Nacional da Verdade possa ouvir o delegado da Polícia Civil Laertes Aparecido Calandra, um dos agentes repressores do regime. Em resposta, Rosa Cardoso disse que a comissão vai ouvir Calandra e deve voltar também a ouvir o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. ”O Calandra será ouvido pela Comissão Nacional e pela Comissão Municipal. Vamos emprestar e usar nosso poder de convocação, que permitem a condução coercitiva, caso o convite não seja atendido”, disse. Rosa Cardoso disse que o depoimento de Calandra à Comissão Nacional da Verdade deve ocorrer até o final deste ano.
Natalini também disse que, na próxima segunda-feira, a Comissão Municipal de São Paulo vai pedir o reexame do crânio do motorista que dirigia o veículo em que estava o ex-presidente da República Juscelino Kubitschek. Juscelino morreu em um acidente de carro ocorrido em 1976.
O presidente da Comissão Estadual da Verdade de São Paulo, o deputado estadual Adriano Diogo, disse que os trabalhos da comissão que preside, que já ouviu 159 vítimas do regime militar, irá agora se concentrar na cadeia de comando. A ideia, segundo o deputado, é reunir documentos que comprovem e expliquem o comando do regime.
Edição: Fábio Massalli
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

ATO EM FORTALEZA RELEMBRA OS 40 ANOS DA IMORTALIDADE DOS HERÓIS DO PCR


                Num clima de muita emoção e combatividade cerca de 80 companheiros e companheiras relembraram a história e a luta dos heróis do Partido Comunista Revolucionário, em especial Manoel Lisboa de Moura, Manoel Aleixo e Emanuel Bezerra dos Santos. Eles desapareceram em 1973 após intensa campanha de perseguição dos militares, padeceram as mais brutais torturas, foram assassinados e tiveram os corpos ocultados há exatamente 40 anos.
                O Ato ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Têxtil do Estado do Ceará, no Centro de Fortaleza. Após todos cantarem a Internacional foi montada uma mesa de debate com a Presença do Juiz do Trabalho Aposentado e Coordenador do Comitê Memória, Verdade e Justiça do Ceará, Silvio Mota; da Assessora da Deputada Estadual Eliane Novais, Valderez Albuquerque; do Dirigente da União da Juventude Rebelião, Fábio Andrade; e o Dirigente do PCR, Serley Leal.
                Todos ressaltaram a importância da Luta pela Memória dos heróis assassinados no período da ditadura militar e da necessidade de seguir lutando pela causa da democracia e do socialismo. Serley Leal assim resumiu: “A ditadura militar acreditava que, ao assassinar os companheiros, estaria enterrando para sempre o PCR. Um tremendo engano. Hoje, o exemplo desses companheiros inspira muito mais pessoas no Brasil, e, todos nós seguiremos conforme o pedido de Manoel, construindo o partido no caminho da Revolução Socialista”.

                Foi também apresentado um vídeo em homenagem aos companheiros e o ato foi encerrado ao som da dupla Leticia Sales, estudante da UFC, e Carlos Augusto, músico, os quais entoaram os sons que embalavam os militantes revolucionários naquele período.




quinta-feira, 19 de setembro de 2013

PELA PAZ E CONTRA A AGRESSÃO À SÍRIA PELOS EUA E SEUS ALIADOS

Hoje , dia 17 de setembro , terça feira, participei de mais um evento:CONTRA A AGRESSÃO A SÍRIA.Aluguei uma carroça  no final da Avenida dos Andradas cujo os donos Renato e Hélio entenderam perfeitamente o objetivo da nossa manifestação. Subi na carroça  e fui  até o centro de BH pegar um caixão para enterrar OBAMA e CIA. Na hora da saída para o Colégio Arnaldo onde começaria a concentração choveu muito. Esperamos um pouco até porque  o panfleto da manifestação não tinha chegado. Cansados de esperar saímos em direção a Rua da Bahia , Avenida dos Andradas , passando em frente da Santa Casa , Avenida Brasil até em frente ao Colégio Arnaldo. Como não havia panfleto e nem faixas explicativas o povo não entendeu muito bem qual era o motivo daquela cena. O impacto da carroça com um caixão não aconteceu porque Imagem inline 1compromissos não foram cumpridos. A manifestação estava prevista para as 15 horas. Depois de muito tempo esperando começamos finalmente a panfletar os motoristas e transeuntes. Aproximadamente as 17 horas decidimos sair em passeata pela Avenida Brasil  ,  até a   Rua Maranhão, 310 - Santa Efigênia, onde fica localizado  o Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto - CASV- EUA (Serviços de Informações sobre Visto da Embaixada dos EUA, em Belo Horizonte). levamos um manifesto para ser entregue a uma autoridade americana. Como  esta não apareceu demos por encerrada a manifestação. Assinaram o manifesto dezenas de entidades e cidadãos. Participaram da manifestação exatamente oito companheiros. Saliento que nas reuniões da coordenação do evento foi sugerido que marcássemos para as 15 horas de terça feira porque uma liderança síria só podia naquele horário. Ela não foi. Finalizando deixo esta mensagem:
Não adianta chorar pelas crianças , mulheres e idosos assassinadas na Síria pelos EUA. Suas lágrimas não ressuscitarão elas.
O manifesto começa assim:
"Nós, abaixo-assinados, manifestamos nossa solidariedade ao povo sírio em face das operações militares promovidas pelos governos dos EUA e seus aliados".


Em 18 de setembro de 2013 01:41, Betinho Duarte <duarte.betinho@gmail.com> escreveu:
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Em 18 de setembro de 2013 01:38, Betinho Duarte <duarte.betinho@gmail.com> escreveu:

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Em 18 de setembro de 2013 01:35, Betinho Duarte <duarte.betinho@gmail.com> escreveu:

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Em 18 de setembro de 2013 01:31, Betinho Duarte <duarte.betinho@gmail.com> escreveu:

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

CNV percorrerá país em nova rodada de audiências públicas


01 grupo andre
Calendário foi definido na primeira reunião do colegiado com a participação do advogado Pedro Dallari, novo membro da comissão.
Membros e assessores da Comissão Nacional da Verdade, reunidos hoje em São Paulo, fecharam um calendário de audiências públicas em quatro regiões do país durante os próximos três meses. Também foram tratados detalhes da reunião de trabalho com as comissões estaduais e municipais da verdade que será realizada nos dias 29 e 30 de setembro.
A reunião foi a primeira que contou com a participação do novo membro da CNV, o advogado e professor universitário Pedro Dallari, ex-deputado estadual, ex-secretário de governo na gestão Erundina em São Paulo e atual vice-diretor do Instituto de Relações Internacionais da USP. Além de Dallari, participaram da reunião o coordenador da CNV, José Carlos Dias, e as integrantes do colegiado Maria Rita Kehl e Rosa Cardoso.
Foi definido que a CNV realizará audiências públicas em conjunto com comissões estaduais e promoverá audiências dos grupos de trabalho Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical, Papel das Igrejas durante a Ditadura e Perseguição a Militares.
A próxima audiência da CNV será nos dias 17 e 18 de setembro, no Rio de Janeiro, uma parceria do GT Igrejas e da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro. No dia 20, em São Paulo, em parceria com a Comissão Estadual da Verdade, o tema é a cadeia de comando da repressão e a Oban.
Em outubro, já estão confirmadas cinco audiências, duas delas são do GT Sindical da CNV: dia 1/10, sobre a destruição do antigo Comando Geral dos Trabalhadores pela Ditadura e dia 7/10, sobre os 50 anos do Massacre de Ipatinga. Dia 11 de outubro está prevista uma audiência do GT da Operação Condor sobre os argentinos desaparecidos na Guanabara e nos dias 17 e 18 uma audiência sobre a Casa da Morte, em parceria com a Comissão do Rio. No período de 21 a 24 de outubro o GT Igrejas irá à Belém.
Em novembro, a CNV deve realizar em Brasília três dias de audiências públicas sobre a Guerrilha do Araguaia e o GT Igrejas da CNV deverá percorrer Salvador, Recife e São Paulo. Agentes da repressão serão convocados para depor.
Também estão previstas audiências sobre o financiamento da repressão e sobre militares perseguidos pela repressão em São Paulo.
Pedro Dallari afirmou aos colegas ter ficado muito bem impressionado com o volume de trabalho realizado até agora pela Comissão da Verdade. "Chego a uma comissão estruturada e venho me encaixar onde posso ser útil", afirmou. O advogado e professor integrará o GT Mortos e Desaparecidos, junto com Rosa Cardoso e José Carlos Dias.